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Aquisições são estratégia de brasileiras para ganhar força no exterior
A crise financeira diminuiu o número de operações, mas as companhias nacionais mantêm o poder de fogo para comprar concorrentes

São Paulo - Em caso de expansão, as empresas brasileiras enxergam as fusões ou aquisições como a melhor estratégia de negócios. "Esse resultado reforça, portanto, que, apesar das incertezas, as companhias nacionais estão sérias nos seus planos de internacionalização e não descartam futuras expansões", afirma a Fundação Dom Cabral no estudo Ranking das Transnacionais Brasileiras, sobre as companhias nacionais mais internacionalizadas, divulgado hoje (9/6).

A boa fatia de mercado que as empresas brasileiras conseguiram manter durante a crise as colocou em uma excelente posição frente aos competidores globais para a compra de ativos no exterior. O fluxo de investimento brasileiro no exterior, por parte das empresas, sofreu uma forte redução em 2009, apresentando uma queda das operações de fusões e aquisições de acordo com o relatório divulgado pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), ligado à Organização das Nações Unidas.

 

Compradores de peso

Entre as principais aquisições realizadas em 2009, está a dos ativos argentinos da empresa angloaustraliana Rio Tinto pela Vale. A compra representa mais um passo da mineradora brasileira rumo à diversificação de seu portfólio. Apesar da posição de liderança alcançada pela empresa na produção de minério de ferro, a Vale pretende atuar fortemente em outros setores, como o de fertilizantes, tanto no mercado doméstico quanto no internacional.

Outro exemplo citado pela Fundação Dom Cabral é a JBS-Friboi, a empresa mais internacionalizada entre as companhias brasileiras, segundo o estudo. Em setembro do ano passado, o frigorífico adquiriu a segunda maior produtora de frangos dos Estados Unidos, a Pilgrim’s Pride, por estimados 768 milhões de dólares.

Quando se fala em aquisições, há de se levar em conta as diferenças culturais entre os países. Essa é ainda uma grande preocupação das empresas, de acordo com o estudo da Fundação. Porém, as grandes companhias são as que estão mais dispostas a investir em mercados diferentes por terem boas reservas de capital, podendo financiar uma reestruturação para alinhar as formas de gestão da nova empresa criada pela aquisição.

Empresa

Total de Países

 

America Latina

 

América do Norte

 

Europa

 

Vale

33

 

15%

 

6%

 

15%

 

Petrobras

26

 

38%

 

8%

 

12%

 

Banco do Brasil

23

 

43%

 

4%

 

30%

 

Votorantim

21

 

19%

 

10%

 

29%

 

Weg

20

 

25%

 

5%

 

40%

 

Brasil Foods

20

 

25%

 

0%

 

45%

 

Odebrecht

17

 

47%

 

6%

 

12%

 

Stefanini IT Solutions

16

 

50%

 

13%

 

25%

 

Camargo Corrêa

14

 

71%

 

7%

 

7%

 

Gerdau

14

 

71%

 

14%

 

7%

 

Ibope

14

 

93%

 

7%

 

0%

 

Marfrig

12

 

33%

 

8%

 

42%

 

Randon

10

 

30%

 

10%

 

10%

 

Totvs

10

 

80%

 

0%

 

10%

 

Eletrobrás

10

 

100%

 

0%

 

0%

 

Tigre

9

 

89%

 

11%

 

0%

 

Localiza

9

 

100%

 

0%

 

0%

 

Natura

9

 

78%

 

11%

 

11%

 

JBS

7

 

43%

 

14%

 

14%

 

Marcopolo

7

 

43%

 

0%

 

0%

 

Sabó

7

 

14%

 

14%

 

43%

 

Escolas Fisk

6

 

50%

 

17%

 

0%

 

Bematech

6

 

17%

 

17%

 

33%

 

Metalfrio

5

 

20%

 

20%

 

20%

 

Artecola

5

 

100%

 

0%

 

0%

 

Ultrapar

5

 

60%

 

20%

 

20%

 

Embraer

5

 

0%

 

20%

 

40%

 

Ci & T Software

5

 

20%

 

20%

 

20%

 

Suzano

5

 

20%

 

20%

 

40%

 

Alusa

4

 

100%

 

0%

 

0%

 

Lupatech

3

 

67%

 

33%

 

0%

 

Politec

3

 

67%

 

33%

 

0%

 

Spoleto

3

 

33%

 

0%

 

67%

 

Marisol

2

 

50%

 

0%

 

50%

 

DHB

1

 

0%

 

0%

 

0%

 

América Latina Logística

1

 

100%

 

0%

 

0%

 

Tam

1

 

100%

 

0%

 

0%

 

Cemig

1

 

100%

 

0%

 

0%

 

 
 
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